EXPRESSA FOME
PIB - POBREZA INTERNA BRASILEIRA
28/03/2015 - Andreza Marques

Esta semana quando peguei as contas de água e luz da minha casa, por algum motivo, meio inconscientemente respirei fundo antes de abri-las. Os valores não demonstravam muita diferença, para meu alívio.

O fato é que desde o inicio do ano os noticiários não param de falar sobre o nível baixo das represas de água e sobre a necessidade de economizarmos energia. Refletindo melhor sobre meu momento ansioso, comparei as contas anteriores e constatei que eu havia reduzido em 20% o meu consumo. Deste modo, não percebi o aumento das tarifas.

Qualquer pessoa é capaz de decifrar a matemática das contas de casa. Neste período de instabilidade econômica, fica claro que subtrair é sem dúvidas, a melhor forma de somar.

Buscar entender mais sobre o significado das siglas e termos usados pelos economistas, pode ser uma boa, pois ao menos preveni o desgaste psicológico.


Esta semana o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 0,1%. Ou seja, isso equivale a tudo que foi produzido pela economia do país em 2014. Sendo o pior resultado desde 2009, ano da crise econômica internacional.


O comportamento dos brasileiros na hora de comprar tem afetado diretamente as contas do país. O consumo das famílias tem sido um dos motores da economia e ajuda diretamente no aumento do Produto Interno Bruto (PIB).  Só que nos últimos cinco anos, o consumo vem crescendo cada vez menos. 


Além do PIB é importante entender melhor o conceito de inflação. Para a maioria dos brasileiros o aumento de preços nas gôndolas dos supermercados já significa inflação. Seria isso mesmo?


Para compreender melhor, pedi um amigo economista uma “aulinha” de econômia intensiva,  a fim de que eu pudesse alcançar uma posição acima, no ranking de leigos.


De forma clara, ele me deu um ótimo exemplo dizendo: “Digamos que você tenha uma pequena fábrica de tijolos. Sua cidade recebe uma grande empresa e, muita gente vai morar lá. Começa a faltar casa. Começa-se, então, a construir casas. Então, o seu tijolo, por estar em falta, se valoriza. Você cobra um valor mais alto, porque não tem perigo de não vender. O mercado começa a jogar o valor de uma nova construção em cima do preço dos seus produtos, que é o que mede o IPCA - Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Virando uma bola de neve, o cara que pagou mais caro no seu tijolo, vai cobrar mais caro na obra que ele executou, e o cara que pagou mais caro na obra vai jogar o custo pra frente, até todos os estúpidos inflacionarem o mercado, porque vão todos na onda de quem tá aumentando preço. Quando o produto sobra no mercado, o valor é o cliente quem dita; quando falta, o fabricante impõe: porque a demanda é maior que a oferta”

Como fazem sempre com a gasolina. Diminuição na oferta de certa mercadoria importante, como a gasolina, causa consequente aumento no seu valor. E já que a gasolina move os transportes de mercadoria ela, por tabela, gera um aumento nos produtos que dela necessitam para serem transportados. 

Pronto. Resumindo: “A inflação sobe e o PIB desce. Pisar no freio é a dica do momento, especialmente para aqueles que possuem carro.”

Rezar pra chover, também vale.



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